Vinte e seis anos cuidando de crianças e adolescentes — dos primeiros passos no internato da UFRJ aos consultórios e CTIs de Niterói e do Rio. Esta é a história das pessoas, instituições e aprendizados que formaram a médica que hoje recebe a sua família.

Posso dizer que fui uma verdadeira privilegiada no quesito formação acadêmica. Estudei desde a primeira série do ensino fundamental até o final do médio no CAP UERJ — maravilhoso colégio público do Rio de Janeiro.
Depois, ingressei na Faculdade de Medicina da UFRJ, onde iniciei minha formação pediátrica no momento em que comecei o meu internato. Ali, me rendi definitivamente aos encantos da pediatria.
Comecei a trabalhar como pediatra logo após minha graduação, mas para ganhar mais segurança e conhecimento, ingressei na Residência em Pediatria do Hospital Federal dos Servidores do Estado do RJ — instituição de referência nacional em excelência pediátrica, onde pude experimentar as mais variadas práticas hospitalares, assim como o aprendizado que elas agregam.
Ali, tive acesso aos melhores staffs médicos e multidisciplinares, a uma excelente infraestrutura de todos os setores, em um hospital terciário sensacional e com uma equipe de Residentes que não ficava pra trás. Trago até hoje comigo as melhores lembranças que uma Residência Médica pode gerar.
Logo que terminei a Residência, passei no concurso para o CBMERJ e também para uma Pós-Graduação em Hematologia Pediátrica na UFRJ — IPPMG. Nessa pós, pude aprofundar meus conhecimentos em hematopediatria e retornar ao meu primeiro centro de excelência pediátrica para me aperfeiçoar com meus mestres: o IPPMG.
Foram dois anos de mais experiências com pacientes graves e casos delicados, junto com o início de uma carreira na Corporação que sempre admirei: o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Levo dessa Corporação muito aprendizado e grandes amigos — precisei pedir baixa em 2009.
De lá para cá, tive experiências muito ricas nos hospitais onde tive a oportunidade de trabalhar. Entre eles, o Hospital de Saracuruna, onde pude integrar por 8 anos a equipe do CTI Pediátrico — local onde lidei com traumas e patologias gravíssimas, mas com todo o suporte material e pessoal necessário e fundamental para aquele setor.
Trabalhei também na pediatria do Hospital Mario Kroeff (oncológico) e, por 1 ano, fui ser pediatra também em São Paulo — lugar maravilhoso para se trabalhar.
Recentemente me atualizei através de uma Pós Graduação em Emergências Pediátricas no Hospital Israelita Albert Einstein e pude ter acesso a uma medicina de ponta, assim como a professores excelentes que nesse hospital atuam.
Quando me baseei em Niterói, além de passar no concurso para o Hospital Getulinho (HGVF) — onde estou até hoje — trabalhei por anos nas emergências do Hospital Icaraí, depois CHN e por último na do Niterói Dor.
Hoje estou afastada dos plantões e mais focada no atendimento pediátrico e de puericultura ambulatorial — presencial e por telemedicina.
A pediatria contempla o cuidar do presente e do futuro do pequeno paciente. Minha trajetória é marcada pelo compromisso com a saúde infantil e do adolescente, oferecendo um ambiente — presencial ou virtual — acolhedor, onde cada fase da vida da criança é celebrada com atenção e carinho genuíno.
Em 26 anos de pediatria, aprendi uma coisa: a queixa inicial pertence a uma história que vai além. Os pais chegam ao consultório carregando muito mais do que o motivo da consulta. Chegam com preocupações que se acumularam ao longo de noites mal dormidas, com dúvidas que não sabem se merecem ser ditas, e, às vezes, com a culpa silenciosa de não ter percebido algo antes. Tudo isso importa.
Por isso, minhas consultas não se limitam ao sintoma que trouxe a família até ali. Procuro saber sobre o sono, a escola, a rotina, as relações em casa. Examino a criança com tempo e atenção. Acolho os pais nas dificuldades que eles também trazem, porque criar um filho é um caminho cheio de incertezas — e ninguém precisa atravessá-lo sem apoio.
Atendimento presencial em Niterói e por telemedicina.